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Cuidado, seu vizinho pode ser um Lobisomen

Data13-08-2008:Certo tempo chegou uma família da Alemanha que passou a morar na nossa rua. Era um casal com um único filho que nos apelidamos de Zé Alemão. O pai dele chamava-se Oscar e a mãe Angelina. A mãe era muito difícil de se ver fora de casa. Seu Oscar era muito estranho, nervoso, pálido e não tinha muita amizade na vizinhança.
Ele sempre ficava sentado no portão de sua casa sozinho. Os garotos tinham cisma com ele porque ele tinha uma fisionomia muito carrancuda, a cor do rosto amarelada e quando alguém lhe dirigia a palavra, ele sempre respondia com rispidez.
O Zé, filho dele, era muito diferente do pai, era um amigo legal.
Quando o Zé estava brincando com a gente, nós perguntávamos a ele:
_ Zé seu pai é ruim?
_ Não ele nunca me bateu. – respondia o Zé.
_ Então por que ele é tão nervoso?
O tempo foi passando e os boatos foram surgindo a respeito de seu Oscar.
Uns diziam que tinham visto ele vomitando no quintal, gemendo e se estrebuchando. Outros que ele chegava de manhã fazendo o maior barulho assustador.
As vizinhas mais próximas perguntavam para esposa de Seu Oscar o que havia acontecido? Ela sempre respondia: “Ele sempre chega nervoso”, mas nunca dizia de onde ele havia chegado.
Meu pai começou a cortar cabelos em casa para ganhar um dinheiro, pois havia se aposentado, e um dos fregueses dele era Seu Oscar.
Sempre quando ele ia cortar o cabelo, logo saia uma discussão, pois Seu Oscar não gostava de ser contrariado em suas idéias. Ficava todo vermelho e saia bufando todo carrancudo.
Todos achavam estranhas as atitudes dele.
Ai começou um buchicho que Seu Oscar mais parecia bicho do que gente.
_ Seu Oscar virá bicho. – o comentário corria solto pelo bairro.
O tempo foi passando e os buchichos também, tanto que a molecada morria de medo dele. Quando viam ele no portão, saiam correndo de medo para dentro de suas casas.
Em uma sexta-feira da paixão, mais ou menos à meia noite, escutamos um alvoroço no galinheiro do vizinho ao lado.
No outro dia foi o maior comentário.
O dono do galinheiro dizia que quando ouviu o barulho, saiu para fora para ver o que estava acontecendo. Quando saiu viu um cachorro enorme, correndo e batendo as orelhas e bradando igual uma fera.
De repente Seu Oscar aparece em seu quintal, vomitando, estrebuchando e gemendo sem parar.
Os garotos foram ver o que havia vomitado e correram todos assustados e gritando que havia vomitado fezes de galinha.
_ Seu Oscar é o lobisomen!!! Gritava a garotada rua a fora.
O falatório foi tão grande, que Seu Oscar logo se mudou do bairro.
Se ele era lobisomen ou não, eu não sei, mas para ter mudado tão rápido, acho que tem uma declaração de culpa.

Por: Miltinho






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Cuidado com o Dono da Mata!

Data06-08-2008:O bairro ia crescendo. De um lado eram chácaras, uma encostada na outra, onde tinha tudo que é tipo de frutas. Do outro lado do bairro havia um Vagão (lugar com mata alta e córregos), que era terra de ninguém, onde íamos nadar, caçar e pegar bananas do brejo.
Tinha uma grande extensão de capim sementeira, que os passarinhos pousavam para comer.
Certa vez, eu e um colega, pegamos cada um uma gaiola, com chama e alçapão, e fomos para lá caçar coleirinhas. Eram umas 09:00hs da manhã.
Chegamos e armamos as gaiolas e ficamos de longe só observando na espera de um coleirinha cair no alçapão. De onde nós estávamos dava para ver as primeiras casas do bairro.

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Fazia um dia lindo, ensolarado e logo caiu um coleirinha no meu alçapão e depois no do meu colega e ai não parou mais, foi um atrás do outro. Era só alegria.
- Peguei mais um.
- Eu também
E assim foi, até a gaiola ficar lotada com uns 20 coleirinhas.
- Eu estou com fome.
- Eu também estou.
- Já chega de caçar, já deve ser meio dia.
- É já é tarde, vamos pegar as gaiolas e vamos voltar pra casa.
Quando começamos a andar em direção as casas, de repente meu colega, que ia à frente, perguntou:

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- Ué! Cadê as casas?
- Ora, estão ali na frente.
- Mas eu não estou vendo?
- Vamos indo que logo chegamos lá.
- Mas já era para nós termos chegado?
- É mesmo
Mudamos de direção e continuamos.
- Vamos logo que estou morrendo de fome.
Começamos a acelerar os passos. De repente parecia que o mato havia crescido na nossa frente e nós não conseguíamos ver mais nenhuma casa, apenas mato.
- Vamos para outro lado. Não é possível, nós conhecemos esse lugar como se fosse nossa casa, como não estamos conseguindo sair daqui?
- Não sei, só sei que eu estou morrendo de fome e estou estranhando tudo isso. Nós já andamos para tudo que foi lado e não chegamos nem perto da nossa casa. Nos estamos perdidos.
- Nós já andamos para lá e para cá e nada. Vamos voltar para o lugar que estávamos caçando e descansar, quem sabe pode aparecer alguém e a gente segue, ou a gente vai ter que passar a noite aqui.
- É o jeito.
Então voltamos para o mesmo lugar que estávamos caçando.
Sentamos, comemos uns caquis e goiabas e ficamos prestando atenção se vinha alguém para nós ajudar.
Já eram 16:30hs e nós já estávamos desanimando e se conformando de que teríamos que passar a noite ali.
Começamos a procurar galhas para fazer uma cabana para passar a noite.
Papo vai, papo vem, quebra galha e finca no chão, quando de repente o Quim (apelido do meu amigo) grita:
- Olhas as casas ali!
- Onde?
- Ali, olha.
Não falamos mais nada. Pegamos as gaiolas e em menos de cinco minutos estávamos no meio do bairro andando o mais rápido que podiamos, pois já escurecia.
Nos despedimos e cada um foi para sua casa.
Chegando em casa, com a gaiola cheia, minha mãe e meu avó perguntaram:
- A caçada foi boa?
- Porque a demora? Já ia atráz de vocês para senta-lhes uma surra.
- Mãe era pra eu estar aqui 12:00hs. O resto do dia ficamos procurando o caminho de casa. Engraçado que onde estávamos, eu conheço como a palma da minha mão. Não sei o que aconteceu, mas foi bem esquisito. Quando falamos: “Vamos embora”, tudo ficou estranho e nós não achávamos o caminho de volta.
Meu avô sempre misterioso e sério esclareceu a questão:
- Ah! Então foi isso. Vocês falaram “vamos embora?”.
- Sim vô, falamos.
- Então aprendam. Todo matagal tem um dono. Quando vocês forem caçar, vocês entram quietos e saem mudos. Se falarem “Vamos Embora”, esse dono invisível faz com que vocês se percam para não trazerem o que ele deixou vocês pegarem.
Desse dia em diante, a gente entrava no mato para caçar ou para qualquer outra coisa e quando íamos sair, saiamos em silêncio e se sobrava alguma coisa de comida nós deixávamos lá em forma de agradecimento.
Nunca mais me perdi.

Por: Miltinho






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Buscava pãozinho até depois de morto

Data05-08-2008: O lugar que nós morávamos foi crescendo. Famílias chegavam e construíam suas casas.
Na esquina da minha casa, chegou uma família de cor, que logo fizemos amizade. Zé Vito era neto de Seu Tião e nos tornamos amigos muito rápido.
Seu Tião, um senhor já de idade, subia a rua todo dia para ir a padaria. Com sua bengala subia a ladeira. Ele fazia este trajeto diariamente entre 20:00hs às 21:00hs para garantir o pão do outro dia cedo.

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A garotada já sabia que 20:00hs vinha Seu Tião porque ele gostava muito de crianças e cachorros, então os cachorros acompanhavam Seu Tião, pela ladeira, até a esquina da padaria. Os latidos se ouviam ao longe.
Dava uma meia hora depois, ouvíamos os latidos outra vez, era Seu Tião voltando da padaria.
Isso era religiosamente. Todos os dias nesta hora, nós já sabíamos que Seu Tião estava indo comprar pão e sabíamos também que estava voltado. Quando isso não acontecia, a gente até estranhava.
O tempo foi passando e a vida continuando.
Quando foi um dia, não escutamos o Seu Tião passar. Passou mais um dia e nada do Seu Tião. Passaram-se 15 dias que ele não subia mais a rua. Minha mãe foi na casa dele saber o que havia acontecido.

Leis da Sedução

Chegando lá, soube que ele estava acamado, muito doente.
Ele ficou uns 3 meses de cama, quando um dia veio a falecer.
Toda vizinhança ficou muito triste pela morte de Seu Tião. Já não havia mais os latidos dos cachorros.
Passados 6 meses da morte de Seu Tião, estávamos, eu e a garotada do bairro, brincando no quintal de casa, quando de repente escutamos os cachorros subindo a rua latindo, como se estivessem seguindo Seu Tião, igual quando ele era vivo.
Corremos todos assustados para dentro de casa. Gritávamos: “É Seu Tião que está passando, é Seu Tião”.
Meu pai sempre corajoso falou: “Não se preocupem, e só os cachorros brincando, voltem a brincadeira”.

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Voltamos e notamos que os latidos haviam parado no alto da ladeira.
Passado meia hora os latidos começaram de novo, agora descendo a ladeira. Tudo estava acontecendo como sempre foi quando Seu Tião estava vivo.
Cada um correu para sua casa, o medo era muito grande.
No outro dia só se ouvia falar do acontecido.
- É Seu Tião que voltou para continuar indo buscar o seu pãozinho.
Todos estavam assustados porque daquele dia em diante, dava 20:00hs e lá vinham os cachorros latindo e subindo a ladeira, dava meia hora depois eles voltavam latindo.
Isso se tornou um tormento para as crianças que começaram a ter medo de brincar depois das 19:00hs.
Isso durou mais ou menos 1 ano. Isso só parou quando a mulher dele faleceu. Então Seu Tião parou de subir a ladeira para buscar seu pãozinho.

Por: Miltinho




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Uma assombração até que simpática

30-07-2008: O irmão da minha mãe morava uns 5Km de distância de nossa casa. De vez enquando, meu pai, minha mãe e meus irmãos íamos visitá-los, mais ou menos umas duas a três vezes por semana. Sempre íamos de noite porque era o único horário livre que meus pais tinham.
Já era meados de fevereiro. Em uma dessas visitas aos meus tios, saímos da casa deles já muito tarde. Eram mais ou menos umas 22:30hs. Nesta visita estavam, meus pais, meus irmãos e meu avô que nesse dia resolveu ir.
Quando chegamos na rua de casa, que era uma descida e terminava em umas chácaras não tendo como prosseguir mais avistamos uma luz tão forte que parecia um holofote enorme.
Paramos e meu avô falou para meu pai:
- Zacarias, você já tinha visto aquilo?
- Não Oscar, hoje é a primeira vez que estou vendo, vai ver que estão caçando ai por esses córregos.
- É, talvez seja isso. Vamos embora.
Fomos descendo a ladeira até em casa e antes de entrarmos, olhamos, e a luz ainda estava lá.
Desse dia, toda noite depois das 22:00hs, da porta de casa olhávamos para aquela direção e lá estava a luz.
Nós íamos para casa do meu tio e toda vez que voltávamos, a luz estava lá.
Foi em um desses dias que voltando dessas visitas, meu avô falou para o meu pai:
- Que tal irmos lá ver que luz é aquela?
Meu pai sempre corajoso, respondeu de pronto.
- Vamos agora Oscar, mas não vai ficar com medo e correr!
- Ok. Vamos lá.
E foram os dois e nós ficamos só olhando e morrendo de medo (Claro!).
Minha mãe tremia com medo do que podia acontecer com os dois. Ficamos esperando ansiosos pela volta deles.
Passou-se mais ou menos uma hora. Escutamos som de risadas vindo do lado de fora da casa. Minha mãe abriu a porta e já foi perguntando:
- O que aconteceu, porque estão rindo, ficaram com tanto medo que enlouqueceram?
Meu pai tratou logo de acalma-la e contar o que havia acontecido realmente.
- Nós fomos indo a direção a luz, morrendo de medo. Chegamos perto, ai já dava para ver um vulto preto sentado em um banquinho e a luz bem na frente dele. O Oscar deu “Boa Noite!”, e o vulto respondeu: “Boa Noite”.
- Tremi da cabeça ao pés, pois era uma voz tremula e grossa. Como já havíamos passado do vulto e o caminho não dava mais saída, paramos e ficamos pensando como criaremos coragem para voltar.
- Enfim, começamos a voltar, quando chegamos em frente o vulto, ele nos fez uma pergunta:
- De onde vocês são, aqui não tem saída?
- Ai o Oscar conseguiu falar:
- Nós moramos aqui perto. É que todo dia a gente vê esta luz e estávamos assombrados!
A mulher respondeu tirando um manto preto que usava para se cobrir:
- É que minha filha estuda naquele colégio da avenida e volta essa hora e a pé. Então quando ela vê a luz já sabe que estou aqui esperando ela e fica mais aliviada.
Cumprimentamos a mulher e saímos dando risada. Rimos tanto com a situação e assim acabou a nossa assombração de todas as noites.

Por: Miltinho

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A PARTEIRA E O HOMENZINHO DOS DENTES FLUORESCENTES.

27-07-2008: Esta semana estou recebendo uma coleção de histórias verídicas de uma pessoa que admiro muito (Meu Pai). História que ele costumava me contar sempre que acontecia falta de energia. Meu Pai tinha esta mania. Acabava a força e lá vinha ele contando seus “causos”. Entre esses causos havia vários personagens assustadores como: “Lobisomen, Saci-Pereres, Assombrações e outros tantos, que só de começar a me recordar fico todo arrepiado”.
Hoje começaremos com uma história que sempre me assustava quando criança e até hoje sempre que vou na casa do meu Pai e acaba a força, ele conta com mais detalhes e os arrepios voltam a percorrer minha espinha.

A PARTEIRA E O HOMENZINHO DOS DENTES FLUORESCENTES.

Quando meus pais se mudaram do interior para a capital de São Paulo, fomos morar em um bairro que estava ainda começando. Havia no máximo, umas cinco casas. Eu tinha na época apenas 8 anos de idade.
O lugar era cheio de eucaliptos, bambuzais, córregos onde as mulheres lavavam suas roupas. Ruas ainda não existiam, eram caminhos estreitos e de barro.
Passados alguns meses nós fomos conhecendo a vizinhança e próximo a minha casa morava uma senhora que era parteira e enfermeira. Tinha um filho único, que se tornou um grande companheiro de brincadeiras.
Como ela era a única parteira da região, as mulheres que estavam prestes a dar luz, sempre recorriam a ela. Sempre estava fazendo algum parto.
Várias vezes, os partos eram à noite. Ela sempre ia sem reclamações. O marido dela nunca a acompanhava, então, eu e seu filho íamos juntos para que ela não viesse de volta sozinha porque o lugar era cheio de mato e era muito escuro pois, não havia iluminação.
Aconteceu que um dia ela foi chamada urgentemente para realizar um parto e eram mais ou menos umas 20:00hs da noite. Ela pediu a minha mãe para que eu pudesse acompanha-la junto com seu filho ao local. Minha mãe consentiu e lá fomos os três.
Para chegar a casa da pessoa que iria dar a luz, tínhamos que passar por uma trilha que ia longe, com matos altos, que cobriam a lua por onde passávamos. Sem a luz da lua para clarear o caminho, tínhamos que tomar muito cuidado pois, na beira do caminho havia um barranco que ladeava toda a trilha, e que era muito profundo. Uma queda seria um grande problema.
A mulher com uma sacola a tira-color, segurando a minha mão e a mão do seu filho, andava rápido e dizia:
- Qualquer coisa segure bem forte a minha mão e corra.
Esta frase, realmente não me agradou.
Foi uma angústia até chegarmos a casa, pois era longe e a frase não saia da minha cabeça (Qualquer coisa corra).
Quando finalmente chegamos, ela já nos colocou com os filhos da dona da casa, que estavam brincando no quintal. Isso já apontava umas 21:00 horas.
Com um quintal grande, ficamos brincando e nem percebemos o passar das horas e dentro da casa uma mulher gritando.
Quando o relógio apontou 23:00hs ouvimos um choro de criança. Finalmente a criança havia nascido.
Tomamos um lanche rápido nos comprimentamos os dos donos da casa e saímos rápido pois, a hora era tardia.
- Vamos meninos, vamos logo!
Saímos na maior pressa.
Quando entramos no caminho de volta, de repente senti a minha mão sendo apertada. Olhei para a parteira e ela olhou bem fundo nos meus olhos e disse:
- Segurem bem forte em minha mão, não solte em hipnotize alguma e COOOORRRRAAAAA!
Corríamos feito loucos. Ela correndo olhou para o barranco e eu percebi o desespero dela, então ela gritava.
- Não larguem minha mão e não olhe para o barranco. Não olhe para trás.
Antes não tivesse falado isso. Sabe como é criança, fala para não fazer, ai que ela faz.
Simplesmente a curiosidade foi maior e quando estávamos passando bem do lado do barranco, eu olhei.
Neste momento o chão parecia ter sumido dos meus pés. Não corríamos mais, voávamos.
Eu vi um ser baixinho, sem roupa, cabelo comprido todo enrolado e sorrindo com uns dentes tão brancos que brilhavam como uma lâmpada fluorescente.
- Não olhe para traz. Não olhe para traz.
Então corríamos tão rápido que já estávamos chegando no fim da trilha.
Pensei em arriscar a olhar para trás e não deu outra. Olhei.
Aquele ser tinha se transformado em um homem tão alto, branco, feio, que dava para vê-lo por cima das árvores de eucalipto, olhando para gente e rindo.
Foi um sufoco aqueles minutos, mas conseguimos chegar em casa.
Nesta noite não consegui dormir, pois sentia o ser estranho olhando para minha casa.
Nunca mais acompanhei a Parteira e ela nunca me disse o que era aquilo.
Pra mim era assombração, pois nunca havia visto algo parecido.

História Verídica de: Miltinho
Todos direitos reveservados

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